sexta-feira, 15 de março de 2013

PORQUE FALO EM ESPIRITUALIDADE (2)

 

Dizia, Gonzaguinha: "ninguém quer a morte; só, saúde e sorte".
O medo da morte é instintivo.
Os animais a evitam; por isto "reverenciam" o alimento (mana) e correm dos predadores.
Lidam com a morte, matando ou fugindo.
Diz-se ser arcaica, esta proto-espiritualidade animalesca (alimento/sexo).

Arcaica, mágica, mítica, racional, pluralista, sistêmica, integral...
Não importa...
Você tem uma espiritualidade.
Se se diz ateu, tem fé na inexistência de Deus...
Corre um risco - grande - de se tornar um fundamentalista às avessas...

O fato é que toda sorte de religião é fuga.
Fuga infrutífera, porque o angst permanece a nos espreitar...
E a morte, sabemos...
Acabará vencendo...
Então... como lidar com esse angst?

Se a religião não é uma forma saudável de se lidar com o angst,
pergunta-se: qual é a forma saudável de se lidar com ele?
A resposta é: não evitando-o.
Vivenciando-o a cada dia; a cada minuto... a cada momento.
Bem o sabem, os existencialistas...



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