Conforme Cordioli[i] há um consenso de que psicoterapia é um método de tratamento mediante o qual um profissional treinado, valendo-se de meios psicológicos, especialmente a comunicação verbal e a relação terapêutica, realiza, deliberadamente, uma variedade de intervenções, com o intuito de influenciar um cliente ou paciente, auxiliando-o a modificar problemas de natureza emocional, cognitiva e comportamental, já que ele o procurou com essa finalidade.
Há controvérsias, quanto a este consenso.
O termo tratamento reflete, exclusivamente, a perspectiva do Modelo Médico e Cordioli deixa de mencionar o que considero essencial na tarefa do psicoterapeuta: facilitar o desenvolvimento do cliente.
O termo tratamento reflete, exclusivamente, a perspectiva do Modelo Médico e Cordioli deixa de mencionar o que considero essencial na tarefa do psicoterapeuta: facilitar o desenvolvimento do cliente.
Atualmente,
existem centenas de modalidades de psicoterapias. Não obstante, podemos
agrupá-las, todas, em torno de certos eixos principais, de modo a poder vislumbrar,
apenas, quatro abordagens ou forças mais
importantes.
A
primeira força[1]
é a Abordagem Comportamental, de
onde emergem, por exemplo, a Psicoterapia Comportamental e a tão propalada Psicoterapia
Cognitiva-Comportamental.
A
segunda força é a Abordagem Psicanalítica,
de onde emergem, por exemplo, a Psicanálise e a Psicoterapia de Base Analítica.
A
terceira força é a Abordagem Humanista, da qual emergem, por
exemplo, a Psicoterapia Centrada na Pessoa e a Gestalterapia.
A
quarta força é a Abordagem Transpessoal,
da qual emerge, por exemplo, a Psicoterapia Transpessoal.
Não
é fácil situar uma modalidade psicoterapêutica numa dessas abordagens.
Na verdade, o próprio termo “Abordagem” é usado em diversos sentidos distintos pelos teóricos da Psicologia. Por exemplo, os junguianos diriam que existe uma Abordagem Junguiana; os reichianos, uma Abordagem Reichiana etc.
Na verdade, o próprio termo “Abordagem” é usado em diversos sentidos distintos pelos teóricos da Psicologia. Por exemplo, os junguianos diriam que existe uma Abordagem Junguiana; os reichianos, uma Abordagem Reichiana etc.
A
bem da clareza, fiquemos com essas quatro forças.
Durante
toda minha formação teórica e treinamento prático, sempre fui mais atraído pela
Abordagem Humanista do que pelas outras abordagens. Embora visse algumas
importantes lacunas em seus paradigmas, considerei a terceira força como sendo
a mais efetiva forma de se atuar na relação psicoterápica. Antes de adentrar na
apresentação e na análise de tais lacunas, falarei brevemente sobre as mais
graves lacunas das outras três forças. Faço isso, porque sobre o fundo dessas
lacunas, parecerá mais evidente a necessidade da proposição de uma Psicoterapia Humanista Integral.
A Abordagem Comportamental, como a Medicina, habita o Quadrante Superior Direito (*) o que a faz reducionista até a medula. A Abordagem Psicanalítica enfatiza o passado e a interpretação; deste modo não privilegia a criatividade do cliente no momento presente. A Abordagem Transpessoal muitas vezes confunde o pré com o transpessoal, o que a aproxima demasiadamente do pernicioso movimento New Age.
Estes já seriam motivos suficientes para um certo comedimento em relação a tais abordagens. Mais tarde, outros serão mencionados.
(*) Veja: http://rildooliveiravisaointegral.blogspot.com.br/2013/02/artigo-12022013.html
A Abordagem Comportamental, como a Medicina, habita o Quadrante Superior Direito (*) o que a faz reducionista até a medula. A Abordagem Psicanalítica enfatiza o passado e a interpretação; deste modo não privilegia a criatividade do cliente no momento presente. A Abordagem Transpessoal muitas vezes confunde o pré com o transpessoal, o que a aproxima demasiadamente do pernicioso movimento New Age.
Estes já seriam motivos suficientes para um certo comedimento em relação a tais abordagens. Mais tarde, outros serão mencionados.
(*) Veja: http://rildooliveiravisaointegral.blogspot.com.br/2013/02/artigo-12022013.html
[1]
Alguns autores invertem a ordem da primeira e da segunda força. Isso se deve ao
fato de elas terem surgido praticamente ao mesmo tempo. Para os fins desse
texto consideremos a ordem explicitada.
[i]
Aristides Volpato Cordioli, Psicoterapias – Abordagens Atuais, 3ª edição, p.
21, Artmed, 2008. Citando Strupp, 1978.
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