domingo, 10 de março de 2013

A CONTRADIÇÃO FATAL !



(Rildo Oliveira)

Chegamos a um impasse: desenvolvimento econômico ou preservação ambiental?
Mas este impasse é apenas uma parte do problema, e vem sendo discutido já há décadas.
"Desenvolvimento Sustentável", seria a síntese-solução do impasse acima mencionado.

A contradição da qual quero falar neste post tem um outro foco: o desenvolvimento humano coletivo.

Então, qual é a CONTRADIÇÃO FATAL?
A contradição fatal é entre desenvolvimento econômico e desenvolvimento humano.

Explico:
1. As grandes preocupações de todos os governos do planeta referem-se ao crescimento econômico: preocupam-se, obsessivamente, com a variação trimestral ou anual do PIB e, compreensivelmente, fogem da recessão como o diabo foge da cruz.
2. O desenvolvimento econômico se dá a partir da produção de bens e da venda desses bens produzidos. Esse bens devem ser exportados (ótimo para o exportador) ou consumidos dentro do próprio país (neste caso, com risco de gerar inflação, se a demanda for muito alta).
3. O ponto essencial aqui é: o consumo é incessantemente incentivado. O CONSUMISMO é incessantemente incentivado.
4. O desenvolvimento humano se dá em diversas linhas. Freud foi mestre em desenvolvimento psicossexual; Piaget, em desenvolvimento cognitivo etc. Estas linhas de desenvolvimento (inteligências) foram magistralmente sintetizadas na idéia de "inteligências múltiplas" proposta por Howard Gardner.
5. Quanto mais desenvolvida for uma pessoa, menos egoísta ela será. O bebê vive em onipotência ilusória. Após uma vida plena, um idoso que tenha se desenvolvido adequadamente, resigna-se, humildemente, diante da morte inevitável.
6. Quanto mais egoísta for uma pessoa - menos desenvolvida como ser humano - mais consumista ela será. E é esta pessoa - tacanha, atrofiada - que é desejada pelo MERCADO.
7. O desenvolvimento humano parece se dá em forma de espiral, cujo eixo é o próprio desenvolvimento cognitivo.
8. Explicado está o descaso com a educação pública e privada. A pública, inexiste. E a privada, em regra e quando muito, não passa de fornecedora de "macetes" para que se "passe no vestibular".

Concluo: "pão e circo para o povo". Eis o lema dos Estados...


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