quarta-feira, 27 de março de 2013

NOSSAS SOMBRAS!


O que você critica ou admira - excessivamente, nos outros - são aspectos negados ou não-reconhecidos de si mesmo. 
Aspectos reprimidos que formam o que Freud e Jung chamaram de "Sombra". 
A Sombra, não-expressa, manifesta-se como sintoma, como patologia.
A psicoterapia é o único caminho adequado para se abordar a Sombra.

Trocando em miúdos:

1. Quando nascemos somos um com o Universo. Não separamos o eu do não-eu. Esta ilusória onipotência infantil é paulatinamente desfeita com o desdobramento da autoconsciência. O contato com a realidade nos leva a perceber que existe um eu - com o qual me identifico - e existe um não-eu - que passa a ser o Outro, muitas vezes, divino ou ameaçador.

2. Percebemos a nossa dependência e vulnerabilidade perante o [GRANDE] Outro [MÃE]. Buscamos, então, nos adaptar [termo que vem do latin adaptare, que significa - literalmente - "ajustar-se ao Outro"]. Numa palavra: SER O QUE EU NÃO SOU; SER COMO O OUTRO QUER QUE EU SEJA. 
Neste sentido, adaptar-se significa negar partes de mim  mesmo. 
Nada demais. Afinal, vivemos em sociedade e o "outro" existe de fato. 
Precisamos de limites para viver em sociedade.
Por isso, todos nós temos sombras. 
A civilização também é filha da sombra e, não só, do Nilo.

3. O problema começa quando essa "adaptação" exige que reprimamos grande parte do que somos. 
Tal repressão exagerada ocorre quando utilizamos muito da energia do organismo que deveria ser utilizada para dar vazão à nossa excitação [VIVER], agora para contê-la [CONTER A EXCITAÇÃO PRIMÁRIA, VIA TENSÃO MUSCULAR].

4. Nos casos mais graves, "congelamos", estagnamos, nos deprimimos.

5. A solução está na re-mobilização da excitação primária, via psicoterapia.



 

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