sábado, 20 de abril de 2013

A PSICOTERAPIA HUMANISTA-INTEGRAL (3)



POR QUÊ HUMANISTA?

A Abordagem Humanista surgiu como uma reação à Abordagem Psicanalítica - que tinha como foco a psicopatologia (Freud era médico).
Surgiu também como uma reação à Abordagem Comportamental - que tinha como foco o comportamento.
Tais abordagem se pretendiam científicas. Eram deterministas e fatalistas.
Maslow e Rogers - cada um a seu modo - defendiam a ideia que o foco, em psicoterapia, deveria ser a pessoa e o telos do seu desenvolvimento. Ensinavam que o ser humano possui em si uma força de autorrealização.
A pessoa, segundo eles, é livre, ou, pelo menos, tem o potencial de sê-lo, para se desenvolver.
Numa palavra: os humanistas transcenderam a cela científica pretendida pelos psicanalistas e pelos comportamentalista e elevaram a psicoterapia à condição de ARTE.

POR QUÊ INTEGRAL?

Os psicanalistas, os comportamentalistas e os humanistas tinham uma Teoria de Base (paradigma) na qual se fundamentavam.
Os comportamentalistas, é evidente, se pretendiam científicos. E o eram. Por isso que hoje a Psicoterapia Cognitivo-Comportamental é a "queridinha" dos médicos. A medicina também se fundamenta no Método Científico Cartesiano.
Freud também tinha essa pretensão à cientificidade, embora não tenha convencido nem a ele mesmo. Mas os termos que utiliza (repressão, deslocamento, confluência...) nos remetem à hidráulica newtoniana, sem dúvida.
Os humanistas escapam da armadilha newtoniana-cartesiana fundamentando-se na Fenomenologia.
Aí é que entra o Integral: o Modelo Integral é abrangente. Possibilita o convívio harmônico de vários paradigmas (inclusive os adotados por comportamentalistas, psicanalistas e humanistas). Por isso, o Modelo Integral é considerado uma METATEORIA.

POR QUÊ HUMANISTA-INTEGRAL?

Porque a linha psicoterapêutica mais eficaz, na esmagadora maioria dos casos, tem que ser artística (praxis) e fundamentada numa teoria abrangente (episteme).

Nenhum comentário:

Postar um comentário